Quem crer se salvará e salvará muitos...
São Marcos 16, 14-18
14. Por fim apareceu aos Onze,
quando estavam sentados à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de
coração, por não acreditarem nos que o tinham visto ressuscitado.15. E
disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.16. Quem
crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.17. Estes
milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome,
falarão novas línguas, 18. manusearão serpentes e, se beberem algum
veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão
curados.
Por que quando chegamos aos Grupos de Oração, às
Santas Missas, nas Novenas, aos Cercos de Jericó, as Equipes de Nossa Senhora e
em tantas outras maravilhas que a Santa Igreja Católica nos oferece é cada vez
mais raro vivenciarmos o cumprimento desta promessa do próprio Cristo.
Quero me questionar e questionar você que tiver
contato com este texto: É Jesus quem mudou a promessa ou desistiu de cumpri-la
em nossas vidas ou fomos nós que nos desviamos do cumprimento desta promessa?
Temos sido muito mais Tomé do que São Tomé, ou
seja, Tomé foi aquele que disse "se eu não puser meu dedo em sua ferida
não vou acreditar"(São João 20, 25), já São Tomé foi aquele que
depois de uma experiência muito mais forte e pessoal do que simplesmente tocar,
diz "Meu Senhor e meu Deus"(São João 20, 28), muitos podem
dizer "onde está a experiência
pessoal de Tomé, afinal ele duvidou e só acreditou quando viu e foi ainda
censurado pelo Senhor?", mas quando São Tomé estava diante do Senhor
ele pode vivenciar o quão grande é o amor de Deus, pois, Cristo quis permitir
que São Tomé tocasse suas feridas, e mais que isso, mesmo depois de ressurreto,
Cristo quis manter em seu corpo agora Glorioso as Santas Chagas adquiridas no
Calvário. Então quando São Tomé estava diante de Cristo, ele estava diante
Daquele que mesmo não precisando mais portar as chagas, trazia essas marcas em
seu corpo para que assim quando alguém estiver em grande momento de provação,
possa se esconder em seu coração aberto. O encontro de São Tomé com Cristo é o
encontro da miséria humana com o coração puro do Salvador.
Amado irmão você tem sido Tomé ou São Tomé?
Eu confesso que muitas vezes eu tenho sido
somente Tomé, e tenho querido ver e tocar as chagas para poder acreditar.
Porém, nesses momentos deveria me conscientizar que não posso querer tocar a
chaga, pois estou envolto pela maravilhosa chaga do Coração de Cristo, neste
momento Cristo me conforta em seu coração puro, eu deveria tomar consciência de
que Cristo permitiu que seu coração continuasse chagado para que assim eu
pequeno pecador tivesse acesso rápido ao seu coração.
Como era bom no começo da RCC encontrar as
igrejas lotadas, todos felizes louvando e vivenciando de forma plena o
cumprimento desta promessa de Cristo. Mas o tempo foi passando e os grupos
esfriando, o profetismo autentico foi sendo deixado de lado, para se assumir um
profetismo “bonitinho”, fomos assumindo uma maneira de ministrar muito mais
preocupada com a emoção do que com a verdadeira conversão, e quando digo isso
não tenho medo de me incluir nesta lista, pois infelizmente temos experimentado
esse fato acontecer com grande frequência e com grande poder.
Amados é chegada a hora de um reinflamar, de um
reanimar dos grupos, de uma busca autentica pelo Espírito Santo, é chegada a
hora de deixarmos as pregações “bonitas” cheias de artifícios, cheias de
técnicas, para reassumirmos uma pregação autentica e cheia de unção.
Vemos os grupos minguando, não porque Jesus mudou
a forma de cumprir suas promessas, mas porque nós temos nos afastado de uma
caminhada de renuncia e joelhos no chão, hoje diariamente vemos os “facebooks”
da vida repletos de mensagens bonitinhas, de frases de efeito, mas será que
aquele que está por trás daquele post tem colocado seu joelho no chão, tem
clamado o Fogo do Espírito Santo, tem rogado diariamente um reinflamar de todos
os carismas, que insiste em postar no “face”.
Em um mundo repleto de máscaras, onde somos constantemente
convidados há uma hipocrisia politicamente correta, temos a nossa fé cada vez
mais entorpecida por um pluralismo, por mentiras que de tanto serem repetidas
enganam nossos corações como verdade. Se queremos voltar ao nosso primeiro
amor, se realmente queremos voltar aquela primavera de nosso encontro pessoal
com Jesus, é necessário que coloquemos nossos joelhos no chão, que
intensifiquemos nossas suplicas, que não tenhamos mais medo de levar nossas lágrimas
até os pés do Sacrário.
E nesse ponto gostaria de partilhar um testemunho
muito forte, um testemunho que já dura mais de 2.000 anos, gostaria de
partilhar com todos o testemunho de Maria. Ela teve a coragem de se manter de pé
diante do madeiro da cruz, vendo seu único filho sofrer as dores de sua paixão,
você que é mãe quantas vezes já pediu para Deus transferir de teu filho para
você determinada dor ou sofrimento, aliviando assim aquele que em seu ventre
você gestou, aliviando assim aquele que em seu seio você alimentou. Eu como pai
já fiz isso inúmeras vezes, clamei a Deus pedindo que Ele permitisse que a enfermidade
de meu filho ou filha fosse tirada dele ou dela e transferida para mim. Mas quando
olhamos os relatos bíblicos, Maria é retratada como aquela que se manteve em pé
diante da Cruz de Cristo, mas meu Deus de onde ela arrancou tanta força assim,
e amados a resposta está na própria cena descrita nos Santos Evangelhos, Maria
levou suas lágrimas, seus sofrimentos, suas angustias até os pés de Jesus na
Cruz e ali ela depositou tudo, pois, no madeiro da Cruz todas as dores e
sofrimentos do mundo encontravam nova dimensão e novo significado.
Maria entendeu que toda aquela dor sofrida, toda
angustia de ver seu filho passar por tamanho sofrimento, tamanha loucura
humana, era cumprir dos designíos de Deus. Eu imagino que Ela não teve essa
mesma tentação que nós pais temos ao ver nosso filho sofrer, eu imagino que Ela
não quis se colocar no lugar de Cristo, pois, aquela era a missão Dele, esse é
outro grande segredo evangélico, cada um de nós deve abraçar sua própria missão
e não querer viver a missão do outro, quando eu e você queremos tirar a dor de
nosso filho e viver ela em nossa carne, estamos querendo viver à missão dele e
não a nossa. Sabe quando o sofrimento de nosso filho passa, duas pessoas cresceram,
duas pessoas amadureceram um pouco mais, e assim não seria se a dor dele fosse
transferida para outro viver.
Então amado não tenha medo de levar suas dores e
sofrimentos até os pés de Cristo, pare agora de buscar conforto nas coisas do
mundo, para agora de buscar no mundo aquilo que só Jesus pode lhe dar, seja
ousado e entregue nos pés do Senhor tudo, e ao entregar tenha mais ousadia
ainda de começar a viver o mandamento Dele “Creia”, e acreditando comece ver o cumprimento
da promessa, comece vivenciar em seu cotidiano o cumprimento desta promessa,
seja ousado e prove milagres e prodígios agora em sua vida.
O tempo da misericórdia é agora, o tempo da
vitória é agora. Vamos parar de conjugar o verbo do tempo de Deus em nossas
vidas sempre no futuro chega de sempre dizer “se Deus quiser... se for da
vontade de Deus”, chega disso, pois é vontade de Deus que todos nós tenhamos
vida e vida em abundancia é vontade de Deus que alcancemos em nossa vida
milagres e prodígios. Joelhos no chão, olhos fixos em Deus e fé em ação.
Vamos juntos rezar um pouco:
“Senhor Jesus acolha em teu chagado coração, tudo
o que agora desvia o meu coração do caminho da fé. Senhor Jesus por sua
infinita misericórdia derrama sobre mim e minha família agora toda unção que
preciso, derrama Senhor uma porção maior, uma unção maior do teu Espírito sobre
cada um de nós. Senhor na ousadia do Espírito Santo quero agora profetizar em
minha vida uma mudança de rumo, uma guinada, que de agora em diante eu tenha
coragem de me entregar em oração, de fazer de minhas orações ações concretas,
Senhor Jesus em tuas mãos eu quero entregar toda minha história e assim me
deixar moldar por sua vontade. Na ousadia do Espírito Santo profetizo agora a
vitória e salvação em minha vida. Amém.”
Seu irmão em Cristo
Ricardo de Medeiros
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